terça-feira, 27 de julho de 2010

Plantando igreja

O resultado do implante de uma igreja, deverá ter em poucos anos:

a) -Sustento próprio

b) -Liderança eficaz

c) -Capacidade para reproduzir-se

d) -Influência marcante na cidade

e) -Boa literatura para evangelizar

f) -Recursos para investir em missões, etc.





PADRÃO BÍBLICO:



Antioquia.



Paulo agia estrategicamente, tendo como experiência o trabalho desenvolvido em Antioquia:

Cidade cosmopolita,de uma vitalidade comercial exuberante,devido a sua situação geográfica previlegiada junto ao rio Oranges e como encruzilhada de importante rota de caravanas. Chegou a disputar com Éfeso a supremacia em ser a terceira cidade mais importante de todo o império; Roma era a primeira e Alexandria a segunda. Casas Luxuosas adornavam suas ruas principais. Habitadas por numerosos judeus imigrados, e outros ricos e zelosos em seus proselitismo(At.6:5).

Essa era uma cidade fértil ao desenvolvimento da igreja, diferente da Judeia ,aonde a maioria dos habitantes eram constituído de pessoas muito pobres, sem condições (financeira) de sustentar uma igreja(At.11:29; Rm.15:26).

Antioquia recebeu a mensagem do evangelho, pouco depois da perseguição de Estevão(At.11:19).Foi para ela que Barnabé conduziu Saulo (At.11:25) para ser líder junto com outros de igual importância(At.13:1).E foi em Antioquia que a igreja em um ano prosperou e os discípulos foram pela primeira vez chamados de Cristão(At.11:26). Por isso teve condições (espiritual e financeira) de enviar missionários (At.14:26).

Com essa experiencia, Paulo saiu fundando igrejas,e em pouco mais de dez anos estabeleceu a Igreja em quatro províncias do Imperio: a Galácia, a Macedônia, a Acaia e a Ásia,antes de 57 a.D.,sempre em cidades estrategicamente bem escolhida por sua economia e localização geográfica. Se Paulo não tivesse nenhuma estratégia e planos, o Espírito Santo não poderia impedi-lo (veja At.16:6-10). Em outras palavras, Paulo era um homem bem preparado que pensava e agia estrategicamente. Por outro lado, fica claro que não eram planos superplanejados, inflexíveis e solidos, mas consistiam num agir inteligente, flexível sob a orientação do Espírito Santo(At.13:2).

Creio que um dos exemplos mais claros de que Paulo pensava e agia estrategicamente está no fato de ele ser preocupado com Éfeso, uma cidade da Lídia na costa ocidental da Ásia Menor com aproximadamente 225.000 habitantes.

Éfeso era a metrópole da Ásia e tinha localização privilegiada, pois ficara na estrada imperial de Roma para o Ocidente e na junção das estradas comerciais. No final do século (Ap 2), era a Igreja mais influente talvez de toda a Ásia e o Ocidente. Na sua terceira viagem missionária, Paulo trabalhou em Éfeso dois anos e três meses.
Apolo, Áquila e Priscila foram assistentes fiéis de Paulo em Éfeso(At.18:24-26). Foi ali que ele ganhou para Cristo Filemon, homem rico, influente e dono de escravos.

Se tivéssemos tempo falaríamos da empresária, Lídia vendedora de Púrpura, que deu maior apoio ao missionário,em sua segunda viagem(At.16:14,15).

Poderíamos ainda falar do seu ministério estratégico em Corinto, Roma e os planos de ir até a Espanha. Se Paulo pensava a agia estrategicamente, não devemos nós fazer o mesmo? E porque não fazemos?

Estamos à dez anos, em um país(Portugal): pobre, com um PIB anual de 0,4%, sem influencia nenhuma comercial, política e económica no mundo moderno e sem perspectiva de melhora nos próximo vinte anos.Com uma moeda super valorizada.

Plantamos igrejas em:Felgueiras, Braga, Bragança,Lousada, Matosinhos,Lixa, Odivelas (Lisboa) e Tojal(Lisboa),Caldas da Rainha,e agora em Leiria,com despesas e custo altíssimos e qual o resultado?

Pensando bem, uma igreja no Porto(Felgueiras),outra em Bragança(capital do Nordeste trasmontano) e uma outra na capital(Lisboa),já estava de bom tamanho para as nossas necessidades em Portugal (perdoem-me a minha ousadia, falo para o bem do nosso ministério).

Temos Angola um país de língua portuguesa, com uma economia em ascensão, com um PIB de 5% ao ano,um país estratégico,um trampolim para todo o continente africano.Uma igreja plantada em Luanda,capital de Angola,,seria de muito bom.

Temos Macau, também de comunidade portuguesa,se bem que de uma economia não muito boa, pelo menos é um pé na China,a segunda economia do mundo com PIB de 10% ao ano, com perspectiva de crescimento e com bom relacionamento com o Brasil. Em Macau haveria jeito de com paciência e a longo prazo aprendermos a língua chinesa e no futuro termos uma igreja na China.

Esses países e outros, como Cabo Verde, Moçambique, Tomé e Príncipe, Timor Leste, etc…o custo de uma família missionária é bem menor que em Portugal aonde a moeda é muito cara, maior que o Dólar, mais que o dobro do Real e com retorno pouco promissor.

Procuro ser sincero no meu relatório, porque sou devedor : ao meu ministério, ao meu apóstolo que deposita confiança em mim, com aqueles que com muito sacrifício contribuem para as missões, e para com Deus que é sobre todas as coisas. Amém.

Um abraço a todos.

Pr./miss. Mário S. Lima.