quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O dia em que a Igreja foi fundada.

prof. Dr. Natanael Gabriel da Silva
Hoje quero defender uma tese diferente de tudo o que você já ouviu, leu e viu sobre o surgimento da igreja. igual e pode ser um deles - e uma das perguntas foi sobre o quando da igreja ter sido constituída. A resposta, por convicção ou prudência, foi a de que a igreja, como nós a conhecemos, se fez no dia do pentecostes. Foi claro. Teria sido naquela ocasião que as dimensões fundamentais da comunidade convergiram sinteticamente num único momento: manifestação histórica e definitiva do Espírito Santo, sacrifício vicário de Jesus dado como ato completo, cumprimento de uma profecia, pregação, conversões, universalizaçã o do conteúdo de fé a todas as nações, e por aí se vai. Tem gente que afirma, de pé junto, que a comunidade apostólica, muito antes disso, já se constituía como igreja, uma vez que a pessoalidade de Jesus não poderia ser considerada menor que a do Espírito Santo.

Ao mencionar o pentecostes, o examinador deu um sorriso meio de canto: eles estavam acreditando do mesmo modo.

Eu vou deixar esse pessoal discutindo. Nunca foi possível a comprovação de uma coisa ou outra e quero fundar uma nova teoria: a igreja nasceu com a viúva pobre. Já fundei a igreja do abraço, agora vou encontrar um outro lugar para apontar o surgimento da igreja. Nada de apóstolos, profetas e homens. Nada disso. A igreja sendo fundada por uma mulher, e ainda mais viúva. Fora do círculo apostólico, para alguns suspeitos de defender o próprio cantinho. Também sem sobrenaturalismos e das longas discussões sobre dons espirituais, se há ou não um fenômeno do falar em línguas, estrangeiras ou estranhas, nada daquele debate da preocupação com o texto literal cuja interpretação de todo um credo depende de um advérbio “línguas como que de fogo”, e daí ficar discutindo se era “como” mesmo ou se há uma indicação de um fogo simbólico que tem que tomar conta da igreja que “pega fogo” ou o seu contrário, “que povo frio!”, emprestado do Apocalipse. Nada disso, e ficar contando quantas nações havia por ali, se a igreja de Roma nasceu mesmo daquele grupo ou não, se Pedro dizia uma palavra e depois a repetia em cada idioma, até completar o número das tantas etnias mencionadas, ou se Pedro pregou um sermão só e o Espírito Santo é que o interpretou de acordo com o lugar de nascimento de cada um, se o dom estava em Pedro, ou fora dele, nada de ficar especulando essas coisas para reafirmar essa doutrina ou aquela como prova de que, no nascimento da igreja, aconteceram coisas que terão que se repetir pelos séculos dos séculos. Gente negando uma coisa, afirmando outra, ênfase no discurso de Pedro e no sobrenaturalismo ali manifestado. Quero esquecer essa discussão que busca esse tipo de fundamento da igreja, que tem que começar com um problema teológico, sem resposta, para fazer do intérprete que arrisca uma opinião parecer mais sabido do que de fato é. Vamos esquecer esse negócio.

Enquanto você fica pensando no pentecostes e tenta encontrar num dicionário bíblico o que aquele dia significava, e ler o texto outra vez para saber quem está com a razão, quero convidá-lo a pensar na viúva, e já vou afirmando que ela entregou as moedinhas com ou sem Espírito Santo, com ou sem sacrifício completo de Jesus, com ou sem sermão, com ou sem conversões, se tinha gente olhando ou não, se era ou não a sua obrigação, se fez ou não para ser observada por outros, se desejava ou não receber tudo de volta em forma de qualquer benefício, se tinha nome ou não, se desejava receber galardão ou não, se sabia o que era galardão pra começar, se isso iria fazê-la estar mais próxima de Deus ou não, se era o dízimo ou não, se agradeceu a Deus pelo privilégio de ofertar ou não, se teve medo do dia seguinte, se ia faltar pão, ou não, se tinha gente que seria batizada por conta daquele testemunho ou não, se os outros estavam fazendo o mesmo ou não, se o valor era justo para todo o mundo ou não, se a comunidade religiosa para a qual contribuía estava certa ou não, se a doutrina estava sendo focada era correta ou não, se o sacerdote iria roubar as suas moedas ou não, se havia pré-milenismo ou não - quem escreveu Hebreus?

Caso você seja rigoroso com texto, é possível afirmar que a viúva sequer teve uma experiência de profundidade com Deus, não levantou a mão como sinal de conversão, não disse palavras-chaves, aliás não disse nada. Talvez nem soubesse da existência de Jesus. Com certeza não foi batizada, não teve expulsão de demônio, nem cura, ninguém sendo carregado em maca, cego vendo ou aleijado andando. Não teve nada disso. Não se sabe se viveu o suficiente para ver o crescimento da igreja, ou se acabou se tornando de fato uma cristã, com profissão de fé e tudo o que tem direito. Não teve texto, sequer a gente pode saber se era ou não alfabetizada - parece que não - se tinha ou não algum amparo. Afinal, o que fizera para conseguir as duas moedinhas? Que diferença as duas moedinhas fariam para o Reino de Deus? Sem intenção, declaração formal, expectativas, doutrina ou cobranças. Nada. Sem milênio, circuncisão ou predestinação. Nada. Apenas uma coisa, e tem que ter alguma coisa: as ofertas eram depositadas na arca do tesouro, e o nome já diz que não era lugar para o que sobra, conhecido mais como rejeito ou lixo. Na casa do tesouro funciona assim: ou é tudo, ou nada. Ou é tesouro, ou não serve. Se vai depositar alguma coisa, que seja algo muito, mas muito importante.

E daí? O que acha da minha teoria? Não precisa responder. Eu sei que você vai continuar com o seu discurso tentando reafirmar que a igreja teria que ter começado com algo meio confuso, meio escondido e muito misterioso. Afinal de contas uma viúva, é apenas uma viúva, não forma uma comunidade. Só Lucas se importou com ela. Não o culpo. Já acreditei nisso. Hoje prefiro entender a igreja como tendo surgido a partir dos excluídos, de quem não tem esperança, interesse ou qualquer tentativa meio escondida de trocar uma coisa por outra, um benefício por outro, uma entrega qualquer por algo melhor, a sobra pelo tesouro, mesmo que este receba o nome de eternidade.

Bem, talvez essa minha teoria não sobreviva ao amanhecer, e seja apenas um sonho, em forma de recordação: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava. Então Israel era santidade para o SENHOR, e as primícias da sua novidade (Jeremias 2:2,3 parciais). Sabe de uma coisa? Tenho muita saudade disso! É bom saber que um dia, uma mulher, viúva e anônima, desafiou todo um sistema religioso, e se fez exemplo de pureza e entrega.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O que aconteceu com o corpo de Jesus.

Cinco hipóteses.

1.Os discípulos roubaram o corpo e inventaram a historia de ressurreição.
Resposta:O túmulo estava bem guardado para evitar tal ocorrência(Mt.27:62-66).

2.Os gurdas romanos e os Judeus secretamente removeram o corpo de Jesus logo após o sepultamento para evitar que fosse roubado.
Resposta:Os oficiais teriam encontrado o corpo e acabado com os rumores.

3.As mulheres foram ao túmulo errado na manhã de Domingo e vendo-o vazio pensaram que Jesus ressuscitara,apregoando isso.
Resposta:José de Arimateia e Nicodemos que o haviam enterrado, teriam corrigido o erro.(Jo.19:38,39)

4.Jesus não estava morto quando foi sepultado,saindo do túmulo quando voltou a sí.
Resposta:Jesus teve o lado do seu corpo aberto com uma lança[cabia a mão de um homem(Jo.20:25)].Seu túmulo foi fechado com uma pedra muito grande(Mc.16:4),impossível para um ser humano remove-la.(Mc.16:3) e guardado por soldados que teriam notado um homem semi-morto tentando sair.(Mt.27:62-66)

5.Jesus ressuscitou dos mortos:(ICo.15:3-8)
Obs:A maior noticia de todos os tempos,para ser publicada eternamente:”Ressuscitou verdadeiramente o Senhor e já apareceu a Simão.”(Lc.24:34)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Barack Obama

Já vimos muitas coisas,nos últimos sessenta anos:vimos televisão em hd,aviões a jato,viagens espaciais,homens caminhando na Lua,energia nuclear,computadores com grande capacidade de processamento;no campo político:a queda do muro de Berlim,Bispos Ortodoxos acentados no Kremilim.
O que mais nos faltaria ver?
Há cometas raros e muito difícil de se ver.Só aparecem a cada cem anos como o cometa de Halley,que completa sua órbita em ciclos de cada 76 anos;vimos também.
O que está acontecendo hoje nos E.U.A,com a eleição de Barack Obama para presidente,é como um desses fenómenos.
Há sessenta anos atrás,o negro norte americano,sequer tinha o direito de dividir um espaço num ónibus com um branco,comer no mesmo restaurante,usar o mesmo banheiro ou repartição pública,enfim ser cidadão.
Mas houve um pastor negro(Mater Luther King),que morrendo por seus ideais,profetizou dizendo:"Eu tenho um sonho,de ver negros e brancos tendo os mesmos direitos".Cumpriu-se essa profecia com a eleição de Barack Obama,para se acentar na cadeira mais dígna e desejada de um cidadão norte americano.
É somente a economia que está globalizada.A política,o esporte e a religião sequer chegam perto da globalização econômica.Cada país tem a sua preferência.
Se a política tivesse globalizada como a economia e votássemos nos E.U.A,por certo o mundo todo hoje votaria em Barack Obama.

domingo, 2 de novembro de 2008

De mãe para mãe.

Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a
transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em
São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das
dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de
outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que
não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o
apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos
humanos.
Eu também sou mãe e, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com eles fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas
que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos
domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e
educação do resto da família. Felizmente conto com o meu companheiro, que
desempenha importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou
estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho,
trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo
carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no
seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode
ficar tranquila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.

"Circule este manifesto!Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil!"